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A questão das importações, dos estrangeirismos...

Uma pessoa colocou-me uma dúvida de que eu nunca duvidei, pois sigo um critério. Depois de muito pesquisar, apesar de ter conhecimento e de ser uma recomendação, não me parece, de todo, uma regra obrigatória... e eu não vou aplicá-la só porque sim.
 
A questão é:
 
Os estrangeirismos que usamos no português sem tradução e sem forma escrita aportuguesada têm de ser realçados a itálico? É que, há uns (bons) anos atrás, todos os estrangeirismos incorporados no dicionário de português e usados como tal não requeriam nenhuma forma de realce. Mas, agora, parece que andam para aí a realçar a itálico ou aspas ou negrito e, num texto com muitos realces específicos, fica uma grande confusão e a regra "menos é mais" deixa de ter aplicação.
 
A minha resposta:
 
Precisamente por também achar um abuso dos realces só para informar o leitor de que estes termos não são portugueses e não estão escritos na forma portuguesa, eu tenho um critério e é o seguinte:
 
Eu não realço todas as palavras de origem estrangeira incorporadas no nosso dicionário e uso diário, a não ser que tenha um objetivo muito específico para isso que não se prende com o querer informar de que se trata de um estrangeirismo ainda não "aportuguesado". Se forem incorporadas num texto corrido sem grande relevo para o termo em si, trato estas palavras como formas normais no português. No caso de algumas, sei que ninguém me vai "aborrecer", pois até adoto, por vezes, a escrita portuguesa (quando não me choca!). Realço, sim, p. ex., a itálico, palavras estrangeiras para as quais não haja uma tradução plausível ou não sejam usadas pela maioria em Portugal e/ou se restrinjam ao âmbito técnico/cultural ou pretenda chamar a atenção para elas num determinado contexto. Como tal, não realço palavras como design, stock, marketing, e-mail, Internet, etc., se não tiver nenhum fim específico para o fazer. Como muito, dependendo do tipo de texto, coloco a primeira letra em maiúscula.
A meu ver, um texto repleto de itálicos ou aspas (pois, hoje, não faltam é termos ingleses aplicados na nossa realidade diária) retira qualquer beleza e clareza ao texto - é como ver muitos post-its (e agora, sim, realço por se tratar de uma marca, mas sem querer falar da marca) num texto a deixar-me atordoada.
 
Já existem palavras devidamente aportuguesadas e ninguém precisa de se preocupar em realçar estas. Entre elas, alguns exemplos: açúcar (do árabe...), bicicleta, retrete (do espanhol... parece); mais recentemente, stresse, estoque, etc.
 
Agora, uma curiosidade engraçada
 
Descobri uma alternativa de tradução da palavra marketing no dicionário > mercadologia :-) Parece-me que a palavra que vinga mais será mesmo Marketing - toda a gente reconhece, já mercadologia... é melhor realçar! :-)

 

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